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A mostrar mensagens com a etiqueta cante alentejano

A vida nas tasquinhas

Restaurante Rato Bicho (Évora). Fonte: Gmaps Diz Joaquim Pais de Brito (1919) que "a taberna/mercearia da aldeia tem sido muito irregularmente e, com frequência, acidental ou indirectamente tratada pela literatura antropológica". "É indissociável a frequentação da taberna/mercearia da própria familiaridade de trato com o seu dono, da sua simpatia e do seu posicionamento no âmago das relações sociais de que todos os vizinhos (de ambas as aldeias) participam, assim como do seu papel de intermediário com o espaço regional mais amplo em que a aldeia se insere (...) Mas para além desse traço de homologia que resulta da sua inserção local partilhando memórias comuns, o dono da taberna exercita uma permanente postura de neutralidade face a todos os outros que são seus clientes, mantenha ou não com eles, a título particular, relações de amizade, simpatia, antipatia ou distância. É desta relação entre taberneiro-vendedor e cliente-comprador que lhe advêm saberes ...

Cante Alentejano e oralidade

E o que era popular torna-se fino e erudito, quando o letrado da cidade pega em algo de muita idade há muito tocado mas não escrito. fng em youtube O Cante Alentejano – o canto das Modas – é um património e uma expressão genuína da tradição vocal, das memórias do tempo e do quotidiano do amor e do trabalho. Cante Alentejano na Adega Velha, Mourao ( Fonte: youtube ) Jorge Mangorrinha (2014) diz que "admite-se que as origens do Cante Alentejano provenham do teatro tradicional e dos cantos de trabalho e de baile, que ao longo do século XX foram perdendo coreografia e instrumentos. Há quem defenda que a génese do Cante Alentejano está na prática coralista gregoriana ou que é um legado cultural da presença árabe em Portugal e do cante mourisco. Este canto colectivo e polifónico é repetitivo, pausado, monótono, em que alternam um ponto a sós e um coro, havendo um alto preenchendo as pausas e rematando as estrofes; começa invariavelmente com um ponto, dando a deixa e cedendo o ...

2º Encontro de Grupos Corais Alentejanos da Associação de Moradores do Bairro do Bacelo

Caminhando por Évora, encontramos este cartel por acaso e, pesquisando no google maps, encontramos o bairro de Bacelo. Cartel 2º Encontro de Grupos Corais - Bairro do Bacelo Foi assim que conta a breve crônica publicada no site da Câmara Municipal de Évora: "D​ecorreu durante a tarde de sábado, dia 22 de fevereiro, no Polivalente do Bacelo, o 2º Encontro de Grupos Corais Alentejanos, sob organização da Associação de Moradores do Bairro do Bacelo. Marcaram presença neste encontro quatro grupos corais, sendo o Grupo Coral Voz do Alentejo, da Quinta do Conde e o Grupo Coral Ausentes do Alentejo, de Palmela, que não esquecem as suas raízes, marca bem viva dos tempos do êxodo rural Alentejano para a margem Sul do Tejo. O Grupo Coral do Cante Alentejano, de Alvito, representou a especificidade do cante do Baixo Alentejo e Grupo Coral Juvenil dos Trabalhadores de Alcáçovas as novas gerações, que garantem a continuidade desta forma de expressão classificada com Património Cultur...