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A mostrar mensagens com a etiqueta culturas populares

Artigo sobre histórias orais foi aceito

Trazemos boas notícias!!! Apesar de ainda estarmos confinados, estamos alegres: o artigo sobre histórias orais foi aceito. Concluímos este artigo graças à bibliografia encontrada na Universidade de Évora e no centro de documentação do Museu do Trabalho de Setúbal. Algums posts relacionados neste blog: Algumas notas sobre oralidade Museu do Trabalho Michel Giacometti de Setúbal Achados bibliográficos interessantes na Universidade de Évora Dois referências sobre oralidade de Jorge Freitas Branco   Pesquisando na estada en Évora: algumas descobertas Ainda não podemos publicar o artigo aqui, mas assim que for publicado, adicionaremos mais textos a este blog. Mas podemos deixar aqui a lista de referências bibliográficas, caso você as ache úteis: Cómo citar / citation Encina, Javier, Ezeiza, Ainhoa y Delgado de Frutos, Nahia. (2020). “Historias orales como herramienta para la convivencialidad”, Estudios de la Paz y el Conflicto, Revista Latinoamericana, Volumen X...

Artur Pastor. Um Alentejo Distante (exposição)

Em Beja, visitamos a exposição de Artur Pastor no Centro Unesco . Conforme explicado no site do município: "Artur Pastor foi um dos grandes fotógrafos portugueses do século XX. Alentejano, nasceu em Alter do Chão em 1922, e aos 3 anos de idade foi viver para Évora tendo vindo, posteriormente, a frequentar a Escola de Regentes Agrícolas de Évora, onde concluiu o curso de regente agrícola em 1951. Tornou-se fotógrafo do Ministério da Agricultura e criador do Arquivo Fotográfico desta instituição, para o qual trabalhou toda a vida. É indiscutível a qualidade do corpo de imagens que Artur Pastor produziu ao longo da sua vida. Retratou Portugal de lés-a-lés com um rigor de arquivista e um dom de poeta da imagem. Do Alentejo são muitos os seus trabalhos e nesta exposição estarão em exibição 70 imagens organizadas em dois núcleos: um primeiro dedicado a ilustrar as capturas que Pastor efectuou dentro do perímetro urbano de Beja e um segundo núcleo dedicado ao imenso campo alentejan...

A vida nas tasquinhas

Restaurante Rato Bicho (Évora). Fonte: Gmaps Diz Joaquim Pais de Brito (1919) que "a taberna/mercearia da aldeia tem sido muito irregularmente e, com frequência, acidental ou indirectamente tratada pela literatura antropológica". "É indissociável a frequentação da taberna/mercearia da própria familiaridade de trato com o seu dono, da sua simpatia e do seu posicionamento no âmago das relações sociais de que todos os vizinhos (de ambas as aldeias) participam, assim como do seu papel de intermediário com o espaço regional mais amplo em que a aldeia se insere (...) Mas para além desse traço de homologia que resulta da sua inserção local partilhando memórias comuns, o dono da taberna exercita uma permanente postura de neutralidade face a todos os outros que são seus clientes, mantenha ou não com eles, a título particular, relações de amizade, simpatia, antipatia ou distância. É desta relação entre taberneiro-vendedor e cliente-comprador que lhe advêm saberes ...

Cante Alentejano e oralidade

E o que era popular torna-se fino e erudito, quando o letrado da cidade pega em algo de muita idade há muito tocado mas não escrito. fng em youtube O Cante Alentejano – o canto das Modas – é um património e uma expressão genuína da tradição vocal, das memórias do tempo e do quotidiano do amor e do trabalho. Cante Alentejano na Adega Velha, Mourao ( Fonte: youtube ) Jorge Mangorrinha (2014) diz que "admite-se que as origens do Cante Alentejano provenham do teatro tradicional e dos cantos de trabalho e de baile, que ao longo do século XX foram perdendo coreografia e instrumentos. Há quem defenda que a génese do Cante Alentejano está na prática coralista gregoriana ou que é um legado cultural da presença árabe em Portugal e do cante mourisco. Este canto colectivo e polifónico é repetitivo, pausado, monótono, em que alternam um ponto a sós e um coro, havendo um alto preenchendo as pausas e rematando as estrofes; começa invariavelmente com um ponto, dando a deixa e cedendo o ...

2º Encontro de Grupos Corais Alentejanos da Associação de Moradores do Bairro do Bacelo

Caminhando por Évora, encontramos este cartel por acaso e, pesquisando no google maps, encontramos o bairro de Bacelo. Cartel 2º Encontro de Grupos Corais - Bairro do Bacelo Foi assim que conta a breve crônica publicada no site da Câmara Municipal de Évora: "D​ecorreu durante a tarde de sábado, dia 22 de fevereiro, no Polivalente do Bacelo, o 2º Encontro de Grupos Corais Alentejanos, sob organização da Associação de Moradores do Bairro do Bacelo. Marcaram presença neste encontro quatro grupos corais, sendo o Grupo Coral Voz do Alentejo, da Quinta do Conde e o Grupo Coral Ausentes do Alentejo, de Palmela, que não esquecem as suas raízes, marca bem viva dos tempos do êxodo rural Alentejano para a margem Sul do Tejo. O Grupo Coral do Cante Alentejano, de Alvito, representou a especificidade do cante do Baixo Alentejo e Grupo Coral Juvenil dos Trabalhadores de Alcáçovas as novas gerações, que garantem a continuidade desta forma de expressão classificada com Património Cultur...

Brincas de carnaval de Évora

"As Brincas de Évora são uma forma de teatro comunitário que acontece durante o Carnaval. Organizadas por grupos informais que escolhem e ensaiam textos escritos em décimas, as Brincas misturam tragédias e dramas como este "D. Pedro I" com a intervenção constante de palhaços faz-tudo. São representadas na rua, em praças e pátios ou mesmo em espaços fechados se estiver a chover, nas freguesias rurais de Évora". https://www.memoriamedia.net/index.php/brincas-de-evora "Denomina-se Brinca a um grupo que se organiza anualmente para a construção e execução de uma dramatização popular durante a época do Carnaval. Trata-se de uma manifestação muito rica e complexa de Cultura Popular, com as manifestações artísticas dos seus componentes: poetas, músicos, encenadores, coreógrafos, artista plásticos de cariz marcadamente amador e popular, criando ou recriando eles próprios os versos do fundamento e as músicas executadas". http://www.cm-evora.pt/pt/agendacultural...

"Povo que canta", Michel Giacometti

Há coisas em que concordamos e que nos parecem interessantes e que podemos aprender com o trabalho de Giacometti. Ele trabalha, por um lado, o aprimoramento dos saberes populares, das culturas populares, da cultura do trabalho, da cultura da diversidade de gênero, e também entra no tema da cultura da etnia, passando claramente por zonas e distinguindo as várias etnias... Não sabemos se ele leva em conta a idade em suas gravações. Na realidade, então, o que ele faz é abordar a complexidade a partir da matriz sociocultural, que é onde concordamos com ele, não apenas em seu trabalho etnomusical, mas também em sua concepção de transformação social a partir das culturas populares. Outra questão importante que Giacometti nos mostra é que precisamos entender as maneiras de trabalhar para entender a oralidade; os modos de trabalhar, de estar juntos, de celebrar... Se separarmos, por exemplo, o canto ou o conto do contexto social e natural em que ocorre, ela perde o sentido e se torna fo...

Pesquisando na estada académica en Évora: algumas descobertas

Nas primeiras semanas de pesquisa em Évora, encontramos algumas idéias importantes para desenvolver conceitos de oralidade e culturas populares. Na primeira semana, além de localizar e iniciar a estada académica, começamos a visitar a biblioteca da Universidade de Évora. Graças à ajuda do bibliotecário, encontramos alguns livros que nos dão idéias interessantes. Yves-René Fonqueme, Alfonso Esteban (1986). Culturas populares: diferencias, divergencias, conflictos . Madrid: UCM. Neste livro coletivo, gostaria de destacar o artigo de Honorio M. Velasco: Sobre los procesos de la tradición oral: las adivinanzas, mediaciones de poder y de saber (pp. 171-184): "Las adivinanzas se juegan y los refranes se dicen (...). Desde una etnografía del lenguaje queda de manifiesto que todo locutor de adivinanzas dispone de un repertorio más o menos amplio, que constituye una cierta colección y algunos locutores intencionadamente las acumulan y retienen (a veces por escrito) (…) L...